domingo, 22 de novembro de 2009

ONU: CONTROLE DE NATALIDADE : COMBATE O AQUECIMENTO !?

SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE... SÃO ELES, OS POBRES OS CULPADOS...
ISSO JÁ ESTÁ BEIRANDO O RIDÍCULO...
MAS É ASSIM...
AINDA TEMOS DE REPRODUZIR ISSO...
ATÉ QUANDO ACEITAREMOS SER OS POBRES... OU AQUELES QUE NADA TEM, OS RESPONSÁVEIS PELOS MALES DA TERRA ?
LEIA E PENSE NISSO....

O combate ao aquecimento global poderia ser ajudado se o crescimento populacional fosse contido com o auxílio de medidas como a distribuição gratuita de preservativos e mais aconselhamento sobre planejamento familiar, recomendou nesta quarta-feira, 18, o Fundo Populacional das Nações Unidas.
A notícia é do portal do jornal O Estado de S. Paulo,18-11-2009.
A agência da ONU não chega a recomendar aos países que estabeleçam limites ao número de filhos por casal, mas observa que "mulheres com acesso a serviços de saúde reprodutiva têm menor taxa de natalidade, o que contribui para reduzir o ritmo do crescimento dos gases causadores do efeito estufa".
Calcula-se que o mundo possua atualmente 6,7 bilhões de habitantes. Estima-se que a população mundial chegará a 9,2 bilhões de pessoas em 2050, com a maior parte do crescimento concentrada nas regiões menos desenvolvidas, segundo um estudo da ONU com data de 2006.
"Com o crescimento da população mundial, da economia e do consumo além da capacidade da Terra de adaptar-se, as mudanças climáticas poderão se tornar mais extremas e catastróficas", diz o relatório divulgado hoje pelo Fundo Populacional da ONU.
A agência admite não haver provas empíricas de que o controle de natalidade conterá as mudanças climáticas. "As conexões entre população e mudanças climáticas são, na maior parte das vezes, complexas e indiretas", admite o documento.
O texto também observa que não há dúvidas de que as mudanças climáticas em andamento foram causadas pela atividade humana, mas os países em desenvolvimento são responsáveis por uma parcela bem menor das emissões de gases causadores do efeito estufa do que as nações desenvolvidas.
Mesmo assim, numa entrevista coletiva concedida em Londres, a diretora-executiva do Fundo Populacional da ONU, Thoraya Ahmed Obaid, disse nesta quarta-feira que o aquecimento global será catastrófico para os habitantes dos países mais pobres, especialmente para as mulheres. "Estamos agora em um ponto no qual a humanidade encontra-se à beira de um desastre", advertiu.
Caroline Boin, uma analista ouvida pela Associated Press, qualificou o pronunciamento como alarmista. "É necessário um grande exercício imaginativo para acreditar que a distribuição gratuita de camisinhas ajudará a combater o aquecimento global", disse ela.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), por sua vez, divulgou este mês um boletim no qual dois especialistas advertem para os perigos de se relacionar taxa de fertilidade e mudanças climáticas. "Na melhor das hipóteses, (o tema) causa controvérsia e, no pior caso, autoriza a supressão de direitos individuais", escrevem os pesquisadores Diarmid Campbell-Lendrum e Manjula Lusti-Narasimhan.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O APAGÃO, DIAS DEPOIS....

JÁ ESTOU QUASE CONVENCIDO, PELA MÍDIA QUE O GOVERNO ATUAL QUER MESMO NOS DEIXAR NO ESCURO, E QUE MINHA TV QUEIMADA DEVE TER RETORNO, COITADA DE TÃO VELHA QUE ERA... ACHO QUE DEVERIA LUTAR POR UMA NOVA....
MÁS É PRECISO ESCLARECER O QUE ANDAM DIZENDO POR AÍ, QUE ME CHEIRA 2010, ELEIÇÕES... ENTENDE???

“É preciso esclarecer que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população”. A opinião é de Luiz Pinguelli Rosa, físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) em artigo no jornal Folha de S.Paulo, 13-11-2009.
Eis o artigo.
Ainda pairam algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro.
É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.
Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente.
Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga. Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora.
Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas. Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas.
É uma hipótese.Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas. Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal.
O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de controle ponto a ponto ao longo das redes.Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave. Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica.
Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ECONOMIAS EMERGENTES SUPERAM A DOS PAÍSES RICOS...

Investimentos estrangeiros atingiram apenas US$ 1 trilhão em 2009. Segundo o The Economist Intelligence Unit, empresa filiada a The Economist, esse valor mostra a queda de mais da metade desde 2007.
Pela primeira vez economias emergentes vão atrair mais da metade dos investimentos mundiais.

O fluxo de investimento para países pobres, especialmente os localizados na Ásia, estão mais receptivos do que países ricos, que sofrem a pior recessão das últimas décadas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Economia mundial. A rota de colisão no Pacífico

A idéia de que a China “salvará” a economia mundial não se justifica afirma o ensaísta Robert Kurz em artigo no sítio Exit, 09-10-2009. Segundo ele, o milagre econômico da China baseava-se no milagre do consumo dos EUA. O prometido século do Pacífico [EUA – China] em contraponto ao eixo Atlântico [EUA – Europa] ainda não aconteceu, diz ele.
Eis o artigo.
Até há poucos anos ainda se falava do “século do Pacífico". O eixo da economia mundial, dizia-se, ter-se-ia deslocado da relação entre os EUA e a Europa, no Atlântico, para a relação entre os EUA e a Ásia (especialmente a China), no Pacífico.
Ao mesmo tempo, sabia-se que o alegado novo eixo era portador de um "desequilíbrio extremo". O Pacífico era uma grande via de exportação de sentido único. Os Estados Unidos, a despeito da queda dos salários reais, absorviam unilateralmente o excedente das mercadorias da Ásia. Este milagre do consumo da classe média, que respondia por 80 por cento da conjuntura econômica dos EUA, era alimentado em grande parte pelos rendimentos fictícios da bolha das ações e ultimamente sobretudo da bolha imobiliária.
Esta estrutura de déficit do Pacífico era o motor da economia mundial. Porém, desde o Outono de 2008 que o motor vem falhando e parará nos próximos meses. As exportações da Ásia para os Estados Unidos já caíram. No entanto, não deve estar tudo assim tão mal. O Fundo Monetário Internacional já prevê novamente para 2010 uma recuperação da economia mundial.
De que expectativas se alimenta este otimismo profissional? A economia dos E.U.A., diz-se, teria batido no fundo, tal como a européia. Ora os programas de estímulo à economia por todo o mundo, que agora chegam ao fim e já sobrecarregam os orçamentos de Estado, é que foram responsáveis pela absorção do choque da queda.
Os bônus de descontos de automóveis na Alemanha e nos EUA esgotaram-se. O desemprego nos EUA quase duplicou, ultrapassando os 10%, e continua a subir. A onda de falências acaba de ter início entre as empresas de fornecimentos e de serviços. Não está à vista qualquer injeção suplementar de poder de compra a partir das bolhas financeiras. Pelo contrário, entretanto são os sistemas de cartões de crédito que tremem. Não há qualquer razão para que a conjuntura econômica dos EUA, a mais dependente do consumo de todos os países do mundo, volte a subir rapidamente. Em qualquer caso, depois da queda, mesmo com taxas de crescimento de dois ou três por cento, levaria cinco a dez anos para voltar ao nível anterior da conjuntura de déficit.
Mas, se o milagre do consumo dos EUA não pode ser reativado, também a exportação de sentido único através do Pacífico não pode ser salva. A tênue esperança de que a China possa assumir o papel dos Estados Unidos, numa inversão de posições da conjuntura de déficit recente, é totalmente ilusória. O milagre da exportação chinesa baseava-se no milagre do consumo dos EUA. Apesar da massa da sua população, o mercado interno chinês é muito pequeno para conseguir absorver o excedente das mercadorias do mundo.
A receita do suposto sucesso: uma combinação de baixos salários e componentes importados de alta tecnologia para a exportação de sentido único, em grande parte por meio de investimentos de empresas americanas, japonesas e européias nas zonas econômicas especiais: não pode ser substituída por um consumo interno chinês suficientemente grande; muito menos no curto prazo.
Após a forte queda nas exportações para os Estados Unidos, a China salvou o seu crescimento temporariamente com o maior programa de apoio à conjuntura econômica interna de todo o mundo. Mas a parte do leão consiste em investimentos infra-estruturais financiados a crédito, todos eles voltados para novas exportações. É previsível que só restem ruínas destes investimentos, seguindo-se o estouro da bolha do crédito chinesa.
Enquanto ambos os lados do Pacífico sonha em ser de algum modo resgatado pelo outro lado, vai-se desenvolvendo uma rota de colisão na anterior via da exportação de sentido único. A Europa dificilmente será um terceiro que fique a rir, porque ela própria está dependente da renovação da conjuntura econômica de déficit global.

domingo, 11 de outubro de 2009

O BRASIL NO MUNDO ATUAL....

O BRASIL CONQUISTA ESPAÇO NO MUNDO... AFINAL NÓS SOMOS IMPORTANTES...
ELE É O CARA QUE ESTÁ FAZENDO ISSO...


O MUNDO SE CURVA DIANTE DELE....



ELE É O CARA....

TEM GENTE POR AÍ... COM TÍTULOS E MAIS TÍTULOS... MORRENDO DE CIÚMES...
AINDA ACREDITO, QUE ELE É O CARA...
TODOS DIZEM ISSO...
COMO EU VOU FICAR FALANDO O CONTRÁRIO ?

SOU REALISTA.... LULA É O CARA !
Com alguns erros, a verdade é que Lula deu ao Brasil projeção na política internacional que o país jamais tivera", assevera Jânio de Freitas, jornalista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 04-10-2009.
Eis o artigo.
Achar que o Brasil "conquistou cidadania no mundo" porque sediará uma Olimpíada daqui a sete anos não é só uma elaboração mental estapafúrdia, que por si não causaria espanto, é uma demonstração de que Lula não tem noção do que seu governo faz, nem do seu próprio fazer na Presidência.
Com alguns erros menores e inevitáveis, porque na ação política a linha reta é quase inexistente, a verdade é que o governo Lula deu ao Brasil uma projeção na política internacional que o país jamais tivera. Nem a participação da FEB e de um bravo grupo de aviação de caça é lembrada nas histórias da Segunda Guerra, nem ao chegar à dimensão de oitava economia mundial o Brasil se tornara mais considerado nas formulações internacionais.
Auxiliado pelo equívoco dos países desenvolvidos que o supõem um operário autêntico e reformador do Brasil, fantasia da embasbacada imprensa europeia e norte-americana, Lula teve o mérito de operar uma confusa identificação do seu exacerbado personalismo com o país. E estendeu de um ao outro atenções e benevolências que abriram portas e presença em centros de decisão.
Dá uma ideia dessa fusão inovadora, e do seu processo, a comparação com o personalismo de Fernando Henrique, não menos exacerbado, mas que confinou seus objetivos aos limites pessoais dos títulos, condecorações e outras projeções individuais.
A ação externa do governo Lula é parte de um contraste agudo. Lula produz nas relações internacionais um passo primordial e extenso de descolonização do Brasil. No plano interno, porém, a política econômica e suas projeções sociais preservam o colonialismo ante essa espécie de metrópole mundial que são os capitais internacionais combinados, com suas ramificações internas completando o sistema colonizante.
Ainda estamos por saber se tal contraste é uma contradição, decorrente do conservadorismo de Lula, ou se é como um habeas corpus - provavelmente parte das propostas de José Dirceu no planejamento do governo Lula - para tornar aceita a política externa e, em especial, sua realçada face latino-americana.
Sob críticas internas muito azedas, capazes de ver no erro de uma indicação para a Unesco uma condenação de toda a política externa, é no entanto inegável que o Brasil chegou a uma expressão internacional que não depende da safra de soja e dos êxitos da Vale. E não foi a concessão da Olimpíada que lhe trouxe a nova condição. Lula, pelo visto, não sabe, mas foi o contrário, a "cidadania no mundo" já conquistada é que levou o Brasil a obter a Olimpíada. Com a ajuda, isso Lula sabe, de caríssimo marketing e outros recursos menos citáveis.