terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FELIZ 2010 PARA TODOS VOCÊS...

ENTÃO INICIO MINHAS FÉRIAS...
VOU PARA AS PRAIAS DA VIDA, DESCANSAR...

ESTOU PRECISADO...

ESTOU NECESSITADO...

NO INICIO DE FEVEREIRO, ESTAREI DE VOLTA...

AGUARDEM NOVIDADES PARA 2010...

BEIJOS...

BOM INÍCIO DE 2010...

FUI.................................

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

DO ANTI-NATAL DE COPENHAGUE AO NATAL DE BELÉM !

Antonio Cechin e Jacques Távora Alfonsin, comentam o fracaso da COP-15, à luz da celebração do Natal.
Antonio Cechin é irmão marista, miltante dos movimentos sociais. Jacques Távora Alfonsin é advogado do MST e procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado.
Eis o artigo.
Os ambientalistas e ecologistas do mundo todo estão lamentando as chances perdidas por lideranças de países ricos como China e Estados Unidos, por exemplo, de garantir a recuperação climática da terra, na recente Conferência de Copenhague, impondo ao futuro do planeta um aquecimento de tal forma progressivo que é capaz de diminuir as possibilidades da espécie humana sobreviver.
Por mais que a história confirme em que medida a concentração da riqueza, o volume astronômico do PIB, a quantidade de dinheiro desviada da produção de bens indispensáveis à reprodução da vida saudável, são inversamente proporcionais ao respeito devido às/os pobres, à terra, à água, à toda a natureza, nenhum prognóstico de futuro do nosso meio-ambiente, mesmo que se prove catastrófico, consegue motivar as potências nacionais que o agridem a mudarem o rumo da depredação violenta que marca o seu interesse econômico.
O sangue das pessoas necessitadas, a semente e a seiva das árvores e dos frutos, a água dos rios e dos mares, o ventre líquido de petróleo e o sólido dos metais, tudo o que a terra abriga, gera e transforma em vida, tem que ser transformado em mercadoria, traduzido em dinheiro, para ser consumido como coisa que tem preço. Mesmo que esse seja o da perda de qualidade de vida na terra. A Conferência de Copenhague não aceitou qualquer vacina contra esse mal. Justamente nessa época do ano, com esse frenesi de aquisição de coisas, de presentes, de shoppings e de supermercados lotados, de papai Noel abraçando e beijando crianças inocentes, de multidões se endividando, comprometendo o seu orçamento familiar para o resto do ano vindouro, a Conferência traduziu bem a cultura dos nossos tempos. Já não são muitas as pessoas que conseguem parar para pensar sobre a distância que tudo isso guarda do Menino nascido em Belém e que deu origem à festa do dia 25, toda ela repassada de sinais retirados da vida, da natureza, do mundo que habitamos.
Uma Criança filha de pais tão pobres que só encontrou refúgio num abrigo de animais, berço num coxo, companhia de pastores, veio para o que era seu “e os seus não a receberam” como diz São João no início do seu evangelho.
Os “seus” de hoje, quem sabe aqueles que estiveram reunidos em Copenhague, será que recebê-la-iam? As semelhanças das agruras e dificuldades de ontem não garantem mudança nenhuma. O casal tinha chegado a Belém obedecendo uma ordem de recenseamento. Os líderes das nações em Copenhague também queriam saber quantas/os somos, mas, pelo que ficou lá decidido, melhor dizendo não decidido, é pouco provável que fosse para tomar as providências urgentes em comida, casa, educação, saúde e outras condições de vida boa e ambiente saudável que o nosso crescimento demográfico exige.
Estamos cansados de constatar que o mundo capitalista transforma tudo o que existe em mercadoria, isto é em produto de venda, com vistas a um ganho em dinheiro e em lucro. É o consumismo desenfreado que dá origem a um desperdício sem tamanho, como se as matérias-primas que a terra nos fornece fossem infinitas. Caminhamos para o desastre, dizem os ecologistas, porque já estamos gastando uma terra inteira e mais um quarto de planeta que já estamos pilhando das gerações futuras.
Enquanto Deus criou a maravilha do Natal, o sistema capitalista inventou o papai Noel que não passa de uma contrafação. Esse velho barbudo que, no tempo natalino, toma conta das ruas e praças e praticamente de toda a mídia é o símbolo por excelência do apelo ao consumismo.
Alguns anos atrás, no auge de nossas Comunidades de Base, era costume ensinar às crianças que enquanto o papai Noel é dos ricos, os pobres têm o Menino Jesus. Hoje, talvez até por causa dos bons ofícios do governo Lula que trouxe inúmeros benefícios para o pobrerio que enche as periferias, como a “Bolsa Família”, as mais variadas políticas públicas como a possibilidade dos próprios catadores de contrair um empréstimo no banco para comprar um carrinho, etc. o sistema consumista anda treinando levas e levas de papais noéis que invadem as vilas e vem à frente das caravanas que distribuem presentes até pelos mais afastados grotões periféricos. O que querem mesmo é esvaziar o bolso dos pobres do que ainda resta de um décimo terceiro salário, ou de algum biscate de final de ano a fim de saldar alguma dívida. O tal de papai Noel é um tormento para as mães pobres que, praticamente são obrigadas pelas crianças cantadas pela propaganda a passar horas numa fila imensa, sob um sol escaldante, para o tal presente distribuído diretamente pelo personagem barbudo, geralmente uma boneca ou um caminhãozinho, tudo de plástico. Objetos de nenhum valor. Melhor seria chamar o símbolo do consumismo, em vez de papai Noel, de o velho de plástico. Todo esse horror de lixo acaba entulhando arroios e mananciais em geral.
Tão difícil quanto salvar o mundo do consumismo e do desperdício é acabar com o símbolo que o capitalismo se apressa em aperfeiçoar de ano para ano. Temos que começar a gritar: Viva o Menino Jesus e abaixo o papai Noel! Aliás o catolicismo popular criou, para o sábado santo, a brincadeira de fundo religioso, da queima ou do enforcamento de Judas o traidor, não raro personificado no cotidiano das Comunidades em alguma figura de político safado. Em face do planeta terra em exaustão por causa de tanto desperdício, não seria o caso de enforcar um boneco chamado papai Noel, símbolo do consumismo e destruidor do Natal cristão?
Então, sim, teríamos feito algo para somar com os milhares de militantes que, do lado de fora da aula magna em que se realizou o Encontro de Copenhage, sofreram maus tratos e prisões pela luta incansável que travaram contra os governos inermes de 193 países, omissos em relação à nossa casa comum que é o planeta Terra.

QUANTO CUSTA UM MUNDO MAIS LIMPO ?

O número, no entendimento que surgiu de Copenhague, não existe, mas, antes ou depois, começar a trabalhar para diminuir pela metade as emissões de gás carbônico até 2050 com relação a 1990 será inevitável, se não se quiser que o impacto do efeito estuda (secas e inundações, segundo os cientistas) nos destrua, aumentando a temperatura média do planeta em mais dois graus.A reportagem é de Maurizio Ricci, publicada no jornal La Repubblica, 22-12-2009.
A tradução é de Moisés Sbardelotto.É um corte a ser visto com temor, um remédio necessário mas muito amargo? Os passos a serem dados nós os conhecemos: diminuir o consumo de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carbono, o gás, expandir maciçamente as centrais de energia limpa (sol, vento, energia nuclear).Trata-se de investimentos enormes. Além disso, todas as indústrias que emitem CO2 deverão pagar pelos direitos às emissões e descarregarão os custos maiores sobre os preços. Uma avalanche que arrasará o nosso estilo de vida, obrigando-nos a renúncias e penitências? A resposta é não. Reduzir as emissões pela metade não significa que seremos obrigados a andar por aí de sandálias e lã crua. Pelo contrário, os efeitos sobre a vida cotidiana são extraordinariamente limitados.
Os modelos econométricos têm um valor de predição necessariamente limitado, ainda mais quando se trata de prever o comportamento dos preços daqui a 40 anos. Se dermos fé aos exercícios mais recentes dos economistas, porém, menos emissões não significam desastres à vista.Segundo um estudo realizado no último verão [europeu] pela Northwestern University, cortar as emissões em 50% comportaria, nos EUA, um aumento geral dos preços ao consumo não superior, em média, a 5%. É verdade, porém, que, para chegar a um corte global de 50% das emissões, os países industrializados teriam que reduzir as suas emissões (como Obama já anunciou querer fazer) em 80%. Mas esse corte também não teria efeitos dramáticos, segundo o Pew Center on Global Climate Change: "Cortar as emissões em 80% no arco de quatro décadas também teria, na grande parte dos casos, um efeito muito limitado sobre os consumidores".
O mesmo vale para a Europa. A revista New Scientist pediu à Cambridge Econometrics – uma sociedade de consultoria que regularmente fornece modelos econométricos sobre as mudanças climáticas para o governo britânico – uma previsão do impacto sobre os preços para os consumidores ingleses de um corte das emissões até 2050 de 80% com relação a 1990. Os pesquisadores chegaram à resposta, tendo como referência a experiência histórica. Isto é, quanto as mudanças do custo da energia influenciaram os preços de 40 produtos diversos de consumo no passado.
O resultado? O impacto sobre os preços de grande parte dos produtos de consumo é modesto: 1-2%.O preço dos alimentos aumentaria, em média, 1%, assim como o das roupas e dos automóveis. Uma garrafa de cerveja custaria 2% a mais, um laptop de mil euros passaria a custar 1.020 euros. Uma lava-roupas ou uma geladeira também custariam só 2% a mais. Isso ocorre porque a energia necessária para produzir esses bens representa exatamente 1-2% do preço final. Os bens e produtos em que a energia mais pesa sofreriam um impulso mais forte, mas são relativamente poucos. A conta de luz, por exemplo, encareceria 15%. E ainda mais as viagens aéreas, nas quais a energia representa mais de 7% do preço final. Dado que as companhias aéreas, neste momento, não têm uma alternativa de baixo conteúdo de gás carbônico como combustível, pagar os direitos às emissões seria um custo pesado. A Cambridge Econometrics prevê um aumento de 140% do preço das passagens aéreas.Com efeito, os cálculos do modelo pressupõem duas hipóteses. A primeira é que o governo forneça incentivos aos cidadãos, para que, em vez do gás, usem a eletricidade para a cozinha e, principalmente, para o aquecimento. A segunda é que o próprio governo invista maciçamente nas infraestruturas necessárias para os carros elétricos.
Para daqui a 40 anos, não são, porém, hipóteses remotas. E, portanto, diz outro estudo realizado por uma gigante mundial da consultoria como a McKinsey, têm um preço relativo: "Quatro quintos das reduções nas emissões – defendem os analistas da McKinsey – podem ser realizados explorando tecnologias que já existem hoje em escala comercial". Bastaria, dizem, um preço dos direitos às emissões de 50 dólares por tonelada de CO2. "E 40% das reduções – acrescentam – de fato permitem que se economize dinheiro".
Mas e as previsões catastróficas como as de uma autoridade de Yale, William Nordhaus, segundo o qual estabilizar o clima e as temperaturas custaria, só para os EUA, 20 trilhões de dólares? É preciso entender. Stephen Schneider, da Stanford, refez os cálculos de Nordhaus. Os 20 trilhões de dólares, de fato, não são o custo imediato, mas para 2100. Se assumirmos que, daqui até então, a economia norte-americana crescerá em média 2% ao ano, um ritmo muito ordinário para o gigante EUA, o preço a ser pago para salvar o planeta não parece muita coisa: "Só quer dizer – segundo Schneider – que os norte-americanos terão que esperar até 2101 para serem ricos tanto quanto teriam sido em 2100, sem tocar nas emissões".

FRACASSO DA CÚPULA, DESRESPEITO COM O MUNDO !

Caso um mundo não chegue a um acordo para reduzir suas emissões, os cenários para o aquecimento global preveem uma mudança drástica na face da Terra. De uma elevação da temperatura média do planeta em dois graus Celsius — o limite que os cientistas anseiam e o teto das negociações em Copenhague —, até o pesadelo de uma elevação de cinco graus Celsius, eis os cenários previstos:
DOIS GRAUS CELSIUS: As ondas de calor que atingiram a Europa em 2003, deixando milhares de mortos, voltarão a acontecer, todos os anos. O sudeste da Inglaterra vai se acostumar com temperaturas de 40 graus Celsius no verão. Partes da Floresta Amazônica começam a se transformar num deserto, enquanto o aumento de CO2 na atmosfera vai promover a acidificação dos oceanos, tornando improvável a sobrevivência de recifes de corais e milhares de formas de vida marinha.
Mais de 60 milhões de pessoas, a maioria na África, sofrerão com aumento de casos de malária.
A cobertura de gelo no lado ocidental da Antártica e na Groelândia vai derreter. Geleiras vão se retrair em todo o mundo, reduzindo também o suprimento de água potável para as grandes cidades. Regiões costeiras serão alagadas, afetando mais de 10 milhões de pessoas. A extinção atingirá um terço das espécies do planeta à medida em que a elevação transforma rapidamente seus habitats.
TRÊS GRAUS CELSIUS: Um cenário cada vez mais provável.
Com tal elevação, o aquecimento global se torna incontrolável, fazendo com que esforços para mitigação passem a ser inviáveis.
Milhões de quilômetros da Floresta Amazônica serão queimados, liberando carbono das árvores e do solo, incrementando o aquecimento, talvez até em 1,5 grau Celsius. Desertos vão avançar no sul da África, na Austrália e no oeste dos EUA. Bilhões de pessoas serão forçadas a abandonar suas terras, em busca de água e alimento. Na África e no Mediterrâneo, a oferta de água vai diminuir entre 30% e 50%. No Reino Unido, secas no verão serão seguidas por enchentes no inverno. A elevação do nível do mar vai causar o desaparecimento de países-ilha, e também de lugares como Nova York, Flórida e Londres.
A reportagem é do jornal O Globo, 19-12-2009.
QUATRO GRAUS CELSIUS: Cenário possível, com um acordo fraco. Nesse estágio, o permafrost (solo congelado) do Ártico se torna grande ameaça. Metano e carbono aprisionados no solo serão liberados na atmosfera. Ainda no Ártico, a cobertura de gelo desaparecerá, causando a extinção do urso polar e outras espécies nativas. Na Antártica, o degelo vai se acelerar, incrementando a elevação do nível do mar, fazendo com que diversas ilhas fiquem submersas.
Itália, Espanha, Grécia e Turquia podem virar desertos. A região central da Europa passa a ter temperaturas médias de 50 graus Celsius no verão, típicas de desertos.
CINCO GRAUS CELSIUS E ALÉM: Um pesadelo altamente improvável. Com um aumento médio de cinco graus, as temperaturas na Terra vão ficar tão quentes quanto àquelas de 50 milhões de anos atrás. No Ártico, as temperaturas subirão bem mais do que a média global — acima de 20 graus Celsius —, significando que a região ficará sem gelo o ano inteiro. A maior parte das regiões tropicais, subtropicais e mesmo as regiões de latitudes média se tornarão inabitáveis por causa do calor. A elevação do nível dos mar fará com que a maioria das cidades costeiras do planeta tenha que ser abandonada. A população humana será drasticamente reduzida..
DIANTE DESTA REPORTAGEM, FICO COM SENTIMENTO DE FRACASSO....
Fracasso. Não há outra palavra à altura do resultado de Copenhague.
O maior encontro diplomático de todos os tempos se arrastava para um desfecho inglório, sem nenhum compromisso concreto de redução de emissões por parte dos países ricos nem garantia de dinheiro para os pobres.
O comentário é de Herton Escobar e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 19-12-2009.
A declaração do presidente americano Barack Obama, que saiu de uma reunião com China, Índia, África do Sul e Brasil dizendo ter chegado a um acordo "sem precedentes" com os países emergentes, deverá entrar para a história como um desrespeito igualmente sem precedentes aos milhares de ativistas, diplomatas, empresários e jornalistas que passaram frio, apanharam da polícia, ficaram sem comer e sem dormir durante duas semanas de desgastantes negociações na capital dinamarquesa. Sem falar nos outros milhões de pessoas que acompanharam o processo à distância, pela imprensa, à espera de um acordo minimamente efetivo no sentido de combater as mudanças climáticas.
Obama também se esqueceu de dizer que o tal acordo "sem precedentes" - e sem metas - ainda precisava ser aprovado em reunião plenária por todos os outros países signatários da Convenção do Clima das Nações Unidas (193 no total). Pegou o avião e foi embora sem perguntar para Tuvalu e outras pequenas nações insulares se elas estavam de acordo com o risco de serem inundadas pela elevação do nível do mar. Mas não esqueceu de ressaltar que os EUA "não estão legalmente vinculados a nada do que aconteceu aqui". Ou seja: além de não trazer metas, o acordo não teria força de lei. Seria só um acordo político.
Todas as decisões da Convenção precisam ser tomadas por consenso, com aval de todas as nações. E até as 3 horas da madrugada de Copenhague, a plenária final não havia começado. Os presidentes foram embora, deixando seus diplomatas à espera de algum anjo ou sábio capaz de resolver a questão. O tal acordo anunciado por Obama não passa de uma carta de intenções, com algumas promessas de financiamento, mas nenhuma obrigatoriedade de resultados.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A DECISÃO É.... NADA... BRIGAS À PARTE... NADA DE CONCRETO... COPENHAGUE FOI UM FIASCO !

Infelizmente, não era blefe. As negociações em Copenhague chegam aos instantes finais do mesmo jeito que começaram - sem nenhum consenso sobre nenhuma das questões mais importantes que deveriam constar do novo acordo internacional de combate às mudanças climáticas.
Não há acordo à vista sobre quanto os países industrializados deverão reduzir suas emissões de gás carbônico nem sobre quanto dinheiro eles darão para ajudar os países em desenvolvimento a fazer o mesmo - conforme determina a Convenção do Clima das Nações Unidas, o tratado internacional que rege as discussões sobre esse tema desde 1992.
O comentário é de Herton Escobar, jornalista, e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 18-12-2009.
De fato, não há consenso nem mesmo sobre qual documento deve servir de base para as negociações. Vários rascunhos foram colocados na mesa, mas nenhum agradou o suficiente para ser levado adiante. O "problema" é que as decisões só podem ser tomadas por consenso. Todos os 192 países signatários da Convenção precisam concordar com cada vírgula do texto final que, eventualmente, selará um acordo sobre como o mundo vai lidar com o problema das mudanças climáticas daqui para frente. Se um deles bater o pé e disser que a vírgula deveria estar mais para a direita, não há acordo.
A lista de 192 países inclui desde os mais miseráveis até os mais ricos do mundo, com interesses e necessidades completamente diferentes. Portanto, é natural que as negociações sejam difíceis e se arrastem até o último minuto. Funciona como um jogo de pôquer. Todo mundo guarda sua melhor carta para o final, enquanto tenta espiar as cartas dos outros. Quando se chega à última rodada sem nem ao menos um texto-base de negociação sobre a mesa, porém, fica difícil acreditar que alguma cartada de mestre poderá salvar o jogo em que todos deveriam sair vencedores.
A situação no momento é a seguinte. O Protocolo de Kyoto (um acordo complementar à Convenção, assinado em 1997) obriga os países desenvolvidos a reduzir suas emissões em 5% até 2012. Depois dessa data, se não houver uma renovação de metas em Copenhague, o protocolo vai pelo ralo. A ciência diz agora que é preciso uma redução de 25% a 40% até 2020 para garantir que a temperatura do planeta não suba mais do que 2°C - limite considerado "seguro".
Os países em desenvolvimento exigem que o corte seja de 40%, mas as metas propostas pelos desenvolvidos até agora não chegam nem a 20%. A Convenção diz que só os países industrializados têm obrigação de reduzir suas emissões, mas estes querem que as nações emergentes (como China e Brasil) também se comprometam com metas obrigatórias.
O outro grande debate é sobre financiamento. A Convenção também diz que os países ricos têm obrigação de dar ajuda financeira e tecnológica para que os países pobres consigam crescer de maneira limpa (emitindo menos carbono) e, ao mesmo tempo, lidar com as mudanças climáticas que já estão em curso. O problema é o mesmo das metas: os valores oferecidos pelos países desenvolvidos estão muito abaixo do necessário, e eles querem que os países em desenvolvimento doem dinheiro para o bolo também.
O que acontecerá, então, se não houver acordo esta noite em Copenhague? Nada. Esse é o problema.

sábado, 12 de dezembro de 2009

ENQUANTO EM COPENHAGUE NADA DE CONCRETO ESTÁ DECIDIDO... AS IMAGENS FALAM POR SÍ!

O MUNDO GRITA...
O PLANETA ESTÁ SOFRENDO AS AMEAÇAS E AGRESSÕES DIÁRIAS FEITAS PELOS DONOS DO CAPITAL...
PELOS DONOS DO PODER....
Uma barragem de um novo tipo. No golfo da Tailândia, moradores ribeirinhos tentam se defender dos efeitos da mudança climática usando o bambu. Eles conseguem, desta maneira, deter a água que, progressivamente, vai engolindo a comunidade de Kok Karm.
Fonte: Pairoj/AFP

IMAGENS QUE ASSUSTAM....

IMAGENS QUE DEIXAM A GENTE PENSANDO QUE TUDO ISSO AÍ PARECE FICHINHA, DIANTE DO QUE VIRÁ...

Depoois do dilúvio: Instalação sobre o aquecimento global em Copenhague, onde ocorre a conferência da ONU sobre o clima

Fonte: Pawel Kopczynski/Reuters

O desmoraramento das geleiras... faz aumentar o nível dos oceanos duas vezes mais rapidamente. Aqui, a queda de um enorme pedaço da geleira de San Rafael na Patagônia. Toneladas de gelo são perdidas anualmente devido ao aquecimento climático que se acelerou entre 2006 e 2009.
Fonte: Martin Bernetti/AFP

Um enorme desafio. A luta contra o desmatamento, que é tido como o responsável por um quarto do aquecimento climático. Aqui um setor desmatadao, no estado do Pará, no Brasil. 20% das emissões de CO2 são geradas aqui.
Fonte: Jefferson Ruddy/AFP



A seca... Um agriculutor sentado no meio do seu arrozal seco perto de Guwahati, na Índia. A mudança climática, e especialmente a penúria de água, tem consequências neste país, principalmente, no setor agrícola.
Fonte: Strdel/AFP

Poluição atmosférica... Os chineses suportam o ar nauseabundo e praticamente irrespirável, como aqui no centro de Pequim. A China, a primeira poluidora mundial, se engaja agora em reduzir suas emissões poluidoras por unidade de PIB de 40 a 45% daqui até o ano 2020.
Fonte: Stephen Shaver/AFP

As inundações: uma das urgências climáticas. O furacão tropical Ketsana que atingiu as Filipinas e devastou a capital Manila e suas redondezas há poucos meses mostra a urgência de encontrar soluções para a desregulação climática.
Fonte: Jay Directo/AFP

ESTAS IMAGENS ACIMA NOS FALAM...

NOS REMETEM A UMA REALIDADE QUE CANSAREI,

MAS NÃO DESISTIREI DE FALAR....

O QUE ESTÁ EM JOGO EM COPENHAGUE ?

ESTOU INTERESSADO EM SABER...
ESTOU IMPACIENTE COM OS RESULTADOS...

ESPERO QUE DÊ CERTO..

O QUE ESTÁ SENDO DISCUTIDO EM COPENHAGUE, PRECISA SER DITO,

PELAS RUAS, AVENIDAS,

PELO MUNDO AFORA,

AFINAL, ALÍ SE DISCUTE O FUTURO DE NOSSO PLANETA...

VAMOS DAR INÍCIO ÀS SOLUÇÕES?

VAMOS PARTIR NESTA CORRIDA RUMO AO MUNDO NOVO?

LEI A ENTREVISTA E VEJA VOCE MESMO...
"Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo", escreve
Leonardo Boff, teólogo.


Eis o artigo.
Em Copenhague os 192 representantes dos povos vão se confrontar com uma irreversibilidade: a Terra já se aqueceu, em grande, por causa de nosso estilo de produzir, de consumir e de tratar a natureza. Só nos cabe adaptamo-nos às mudanças e mitigar seus efeitos perversos.
O normal seria que a humanidade se perguntasse, como um medico faz ao seu paciente: por que chegamos a esta situação? Importa considerar os sintomas e identificar a causa. Errôneo seria tratar dos sintomas deixando a causa intocada continuando a ameaçar a saúde do paciente.
É exatamente o que parece estar ocorrendo em Copenhague. Procuram-se meios para tratar os sintomas mas não se vai à causa fundamental. A mudança climática com eventos extremos é um sintoma produzido por gases de efeito estufa que tem a digital humana. As soluções sugeridas são: diminuir as porcentagens dos gases, mais altas para os paises industrializados e mais baixas para os em desenvolvimento; criar fundos financeiros para socorrer os paises pobres e transferir tecnologias para os retardatários. Tudo isso no quadro de infindáveis discussões que emperram os consensos mínimos.
Estas medidas atacam apenas os sintomas. Há que se ir mais fundo, às causas que produzem tais gases prejudiciais à saúde de todos os viventes e da própria Terra. Copenhague dar-se-ia a ocasião de se fazer com coragem um balanço de nossas práticas em relação com a natureza, com humildade reconhecer nossa responsabilidade e com sabedoria receitar o remédio adequado. Mas não é isto que está previsto. A estratégia dominante é receitar aspirina para quem tem uma grave doença cardíaca ao invés de fazer um transplante. Tem razão a Carta da Terra quando reza:”Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo...Isto requer uma mudança na mente e no coração”. É isso mesmo: não bastam remendos; precisamos recomeçar, quer dizer, encontrar uma forma diferente de habitar a Terra, de produzir e de consumir com uma mente cooperativa e um coração compassivo.
De saída, urge reconhecer: o problema em si não é a Terra, mas nossa relação para com ela. Ela viveu mais de quatro bilhões de anos sem nós e pode continuar tranquilamente sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra, sem seus recursos e serviços. Temos que mudar. A alternativa à mudança é aceitar o risco de nossa própria destruição e de uma terrível devastação da biodiversidade.
Qual é a causa?

É o sonho de buscar a felicidade que se alcança pela acumulação de riqueza material e pelo progresso sem fim, usando para isso a ciência e a técnica com as quais se pode explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra. Essa felicidade é buscada individualmente, entrando em competição uns com os outros, favorecendo assim o egoísmo, a ambição e a falta de solidariedade.
Nesta competição os fracos são vitimas daquilo que Darwin chama de seleção natural. Só os que melhor se adaptam, merecem sobreviver, os demais são, naturalmente, selecionados e condenados a desaparecer.
Durante séculos predominou este sonho ilusório, fazendo poucos ricos de um lado e muitos pobres do outro à custa de uma espantosa devastação da natureza.
Raramente se colocou a questão: pode uma Terra finita suportar um projeto infinito? A resposta nos vem sendo dada pela própria Terra. Ela não consegue, sozinha, repor o que se extraiu dela; perdeu seu equilíbrio interno por causa do caos que criamos em sua base físico-química e pela poluição atmosférica que a fez mudar de estado. A continuar por esse caminho comprometeremos nosso futuro.
Que se poderia esperar de Copenhague?

Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo. Ao invés da competição, a cooperação. Ao invés de progresso sem fim, a harmonia com os ritmos da Terra.

No lugar do individualismo, a solidariedade generacional.

Utopia? Sim, mas uma utopia necessária para garantir um porvir.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AS IMAGENS NÃO NEGAM: O AQUECIMENTO GLOBAL É UMA REALIDADE...TRISTE.

TODOS OS DIAS ASSISTIMOS NOTICIÁRIOS MOSTRANDO AS IMAGENS DO AQUECIMENTO GLOBAL: ESTA ABAIXO, É APENAS UMA ILUSTRAÇÃO DESTE FATO.
As mudanças climáticas no topo do mundo põe em risco o fornecimento de água da Ásia. As geleiras do Himalaia estão em perigo, já que o seu derretimento (dentro do normal) alimenta o sistema hídrico mais poderoso do mundo: os rios Ganges, Indus, Brahmaputra, Mekong, Amarelo e Yangtze, um sistema que fornece sustento material e espiritual para mais de três bilhões de pessoas.
A neve da encosta à esquerda só não derretou porque está protegida pela sombra. As temperaturas nessa região, situada a mais de 3.500 metros de altura, aumentaram cerca de 1° C nos últimos anos, e a queda de neve vem diminuindo ao longo dos últimos 25 anos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

TODOS CONTRA O AQUECIMENTO....

EU QUERO FAZER ALGO PARA MUDAR O MUNDO...
EU QUERO FAZER ALGO PELO MEIO AMBIENTE...
EU QUERO UTILIZAR MINHAS ARMAS PARA MUDAR O ESPAÇO ONDE ESTOU...
QUERO PAZER O QUE ESTÁ AO MEU ALCANCE,...
ÀS MINHAS MÃOS....

EU QUERO EXPOR AGORA MINHA IDÉIA: ZERO...
ZERO...
ZERO...
ZERAR TUDO...
TODOS COMEÇANDO DO ZERO...
UNIR FORÇAS...
UNIR INTERESSES COMUNS...
COMEÇANDO EM NOSSO QUARTO..
NOSSA CASA...
NOSSA RUA...
NOSSO BAIRRO...
NOSSA CIDADE...
NOSSO ESTADO...
NOSSO PAÍS...
NOSSO CONTINENTE...
NOSSO PLANETA...
"PENSE GLOBALMENTE, AJA LOCALMENTE....


ACREDITO QUE SÓ UMA É A SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS DO AQUECIMENTO GLOBAL:
MUDANÇA DE POSTURA: É PRECISO REPENSAR A MANEIRA DE TRATAR A VIDA NO PLANETA TERRA...É PRECISO UNIR TODAS AS FORÇAS NECESSÁRIAS PARA QUE NOSSAS AÇÕES MUDEM...
EU QUERO FAZER ALGO...
EU ESTOU FAZENDO ALGO....
FAÇA A SUA PARTE...
(Prof. Mario Fernando de Mori, professor e estudioso)

NESTE BLOG ESTÁ REGISTRADO MUITAS OPINIÕES SOBRE MUITOS TEMAS, SEMPRE DE FORMA DEMOCRÁTICA:
DIANTE DISSO, ESTOU REUNINDO ALGUMAS OPINIÕES DE GENTE FAMOSA, PERSEGUIDA OU ATIVISTA SOBRE O TEMA

AQUECIMENTO GLOBAL
A primeira década do século 21 foi marcada por discussões sobre as mudanças climáticas e suas consequências. Enquanto ambientalistas pedem mais e mais atenção para o tema, artistas, políticos, jornalistas e até terroristas não perdem chance para dar sua contribuição ao debate.
Veja, abaixo, algumas das principais frases proferidas por políticos, cientistas, intelectuais e celebridades sobre o aquecimento global.
"O aquecimento global vai matar a maioria, e transformar o restante em canibais"
(Ted Turner, bilionário fundador da rede CNN, em entrevista concedida no dia 3 de abril de 2008)
"O que eu alertaria a vocês fazerem [em relação ao aquecimento global] é dedicar bastante empenho na tentativa de ver se há uma alternativa legal de colocar os nossos chamados líderes na cadeia, porque o que eles estão fazendo é crime"
(David Suzuki, cientista, apresentador de TV e ativista ambiental, em palestra a alunos da Universidade de Toronto, no Canadá, 7 de fevereiro de 2008)
"Na realidade, a vida de toda a humanidade está em perigo, porque o aquecimento global é resultante de uma larga escala das emissões de fábricas de grandes corporações; até agora, apesar disso, a mais representativa dessas corporações na Casa Branca insiste em não ser observadora do protocolo de Kyoto, com o conhecimento de que as estatísticas falam da morte e do desalojamento de milhões de seres humanos em decorrência do aquecimento global, especialmente na África"
(Osama Bin Laden, terrorista muçulmano, em vídeo divulgado no dia 7 de setembro de 2007)
"Precisamos reconhecer que crescimento econômico e proteção ambiental andam de mãos dadas." (George W. Bush, ex-presidente dos EUA cuja campanha foi financiada por petrolíferas, ao apresentar "alternativa flexível" ao Protocolo de Kyoto, em 14 de fevereiro de 2002)
"Nós simplesmente temos a obrigação de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para frear o aquecimento global antes que seja tarde. A ciência é clara. O debate sobre aquecimento global está encerrado." (Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, ao sancionar lei que determina redução de 25% dos gases até 2020, tendo como base o ano de 1990. 27 de setembro de 2006)
"O aquecimento global é certamente uma fraude, perpetrada por cientistas com interesses compactuados, mas na crença de quebrar os cursos da geologia, lógica e filosofia da ciência."
(Martin Keeley, geologista e professor visitante da University College London, em artigo escrito para a rede BBC, 6 de dezembro de 2004)

"Com toda a histeria, todo o medo, toda a ciência trapaceira, poderia ser o aquecimento global o maior embuste jamais perpetrado nos cidadãos americanos? Seguramente, parece isso." (Senador republicano James M. Inhofe, em discurso no Senado americano, 28 de julho de 2003)

"Você sabe, maioria das pesquisas meteorológicas é financiada pelo Governo Federal. E garoto, se você quer ter financiamento federal, é melhor você não ser conhecido por dizer que o aquecimento global é uma falácia porque você se impõe a chance de não ter a verba."
(William Gray, meteorologista especialista e pioneiro em pesquisa sobre furacões, em entrevista sobre a relação dos fenômenos naturais com aquecimento global, em 12 de setembro de 2005)

"Aquecimento global --no mínimo, a visão moderna de pesadelo-- é um mito. Tenho certeza disso e um número crescente de cientistas também pensa desta maneira. Mas o que é realmente preocupa é que os políticos mundiais e legisladores não estão [aumentando]."
(David Ballamy, botânico inglês conservador, em artigo para o jornal inglês "Daily Mail", 9 de julho de 2004)

"A possibilidade de uma catástrofe pela mudança climática é substancialmente reforçada pelos 40 milhões de barris de óleo queimados diariamente por veículos. Temos a obrigação de, juntos, mostrar a esta administração que a maioria das pessoas está disposta a votar por um ambiente mais limpo, e que não vai voltar atrás."
(Ator Leonardo DiCaprio, em discurso no jantar Global Green Awards Dinner, 9 de maio de 2003)
"Não vi o filme de Al Gore"
(Dick Cheney, 46º vice-presidente dos Estados Unidos (2001-2009, gestão Bush), em entrevista à rede ABC News)
"Não me surpreende"
(Jonathan Karl, jornalista que entrevistou Cheney, em réplica. 23 de fevereiro de 2007)

"A história da humanidade e seu relacionamento com a Terra pode ser visto como a continuidade de uma aventura ou uma tragédia acobertada pelo mistério. A escolha é nossa."
(Al Gore no livro "A Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano")

"Hoje estamos vendo que a mudança climática é mais do que alguns invernos suaves ou verões quentes e atípicos. Trata-se da cadeia de catástrofes naturais e os padrões climáticos devastadores que o aquecimento global está começando a detonar em todo o mundo. A frequência e a intensidade que estão quebrando recordes de milhares de anos."
(Presidente Barack Obama, então senador dos EUA, em discurso proferido no dia 3 de abril de 2006)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chama a atenção para o otimismo na cúpula
"Não há lugar para pessimismo. Nós achamos que quando os dirigentes se reunirem em torno de uma mesa o que pode parecer impossível de se concretizar, pode se concretizar."
(Presidente Luís Inácio Lula da Silva, em declaração dada a respeito de Copenhague. 16 de novembro de 2009)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PROTESTE VOCÊ TAMBÉM: O PLANETA AGRADECE...

ESTAMOS MUITO PRÓXIMOS DA REUNIÃO EM COPENHAGUE - DINAMARCA, ONDE OS LÍDERES MUNDIAIS, DECIDIRÃO O FUTURO DO CLIMA NO PLANETA.
E VOCE, O QUE TEM LIDO SOBRE O TEMA?
O QUE TEM FEITO...
ALÉM DE FALAR EM SALA DE AULA, VOU EXPOR AQUÍ UM PROTESTO MUITO CRIATIVO FEITO POR ONG'S AMBIENTAIS,
Faça sua parte, se não sua imagem poderá ganhar os contornos e belezas destas abaixo:
As ONGs ambientais Greenpeace e a "TckTckTck" encontraram uma maneira original de protestar contra a falta de medidas dos governos no combate ao aquecimento global. Desde o começo dessa semana, cartazes com imagens dos principais líderes mundiais envelhecidos aparecem pedindo desculpas por não terem tomado atitudes mais firmes na luta pelo meio ambiente. O brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos presidentes reproduzidos na campanha, todos com aparência de como estariam em 2020. Nos cartazes, ele dizem "Me desculpe. Nós poderíamos ter parado essa catastrófica mudança climática... mas não o fizemos". Além de Lula, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o chefe de estado espanhol, José Luis Zapatero, além da Primeira Ministra Merkel, da Alemanha, também são retratados mais velhos pela campanha.
SE ELES FICARÃO ASSIM, E VOCE, OU EU, COMO ESTAREMOS LÁ PELO ANO 2020 ?
PEDIR DESCULPAS PELO QUE NÃO FIZEMOS...
PEDIR DESCULPAS PELO POUCO QUE FIZEMOS...
NÃO PEDIR DESCULPAS... MAS, FAZER ALGO...
AÍ ESTÁ MINHA CONTRIBUIÇÃO PELO TEMA EM QUESTÃO...
FAÇA SUA PARTE... ESTOU FAZENDO A MINHA....

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O PLANETA PRÓXIMO DO COLAPSO !

E A GENTE VAI CONTINUAR PAGANDO PARA VER O QUE NOSSOS LÍDERES TEIMAM EM NÃO FAZER....
A Conferência do Clima de Copenhague subiu no telhado há poucos dias, quando os líderes dos dois países que mais emitem gases-estufa no mundo, Estados Unidos e China, avisaram o resto do planeta que um acordo climático forte e de verdade não sairá em dezembro deste ano. Barack Obama e Hu Jintao jogaram a toalha e a Europa suspirou. O líder mais poderoso do mundo parece não querer fazer nada no exterior sem sinalização doméstica, Pequim não quer fazer nada sem Washington, e a Europa, para quem uma crise econômica no meio do caminho agravou conflitos internos, finalmente encontrou uma boa desculpa (os outros) para poder adiar as coisas. A 11 dias de Copenhague existe apenas uma certeza: o fosso entre o que diz a ciência e o que querem fazer os políticos nunca foi tão abissal.
O comentário é de Daniela Chiaretti e publicado pelo jornal Valor, 25-11-2009.
Não que a ciência também seja unânime (os 5% de céticos sempre colocam a dúvida que os demais terráqueos têm agido em transe de paranoia coletiva) ou forneça dados absolutamente coerentes e incontestáveis. Mas o dado científico mais eloquente diz que o mundo precisa cuidar para não ultrapassar as 450 partes por milhão (ppm) de concentração de CO2 na atmosfera em 2050. Este indicador limitaria o aumento da temperatura a 2°C no fim do século, o que deixaria a Terra um lugar mais seguro para se viver. Na segunda-feira, a Organização Meteorológica Mundial, das Nações Unidas, disse que as concentrações já estão em 385,2 ppm, o maior nível já registrado, e continuam aumentando. Seria assim mesmo, segundo as previsões do IPCC, o braço científico da ONU: as concentrações atingiriam o pico em 2015 e depois cairiam drasticamente até porque a ordem das coisas não pode ser alterada de uma hora para outra. O problema é que só a primeira parte desta premissa parece estar se confirmando.
Na matemática do clima, para ficar na margem de segurança dos 2°C, as reduções globais deveriam ser algo entre 40% e 60%. Por ora, os países fazem promessas de 17% a 20% no máximo à exceção do Japão (25%) ou da Noruega (40%). "A minha leitura de Copenhague é que todo mundo vai querer ficar bem na foto, mas compromissos, de verdade, serão pequenos", avalia o físico José Goldemberg. "Os governos vão esperar a situação ficar mais grave para tomar providências." Isto significa que a conta vai ficar mais cara econômica, social e moralmente.
Os ambientalistas têm dito que no atual estágio da negociação ainda é possível haver um acordo minimamente ambicioso em Copenhague. Não estão todos cegos e surdos ou sofrendo de complexo de Poliana. Eles apostam na vontade política de acertar números de redução de emissão compatíveis com o tamanho do problema para os países ricos, de desvio na curva de emissões para os em desenvolvimento e de suporte financeiro para quem precisa.
É a ladainha do circo diplomático do clima desde a conferência de Bali, em 2007, e que não decola. Quem imagina que Copenhague seja apenas um acordo ambiental não entendeu nada. O acordo é difícil porque não se trata "somente" de salvar o planeta daqui a 100 anos, mas porque há muito receio de se criar desequilíbrios no presente. Há quem se assuste muito com a seguinte ideia: se China e Índia, por exemplo, não tiverem suas emissões limitadas, os produtos japoneses estão ameaçados de perder competitividade. Por quê? Porque em países onde a fabricação de algo é dependente da queima de carvão ou do petróleo, se as emissões dos gases-estufa que são produzidos ali forem limitadas, fica mais caro gerar energia. Mas e se isto não acontecer no vizinho? Na especulação acima, as fábricas poderiam sair do Japão e escolher entre ir para China ou Índia.
O acordo "ambicioso", que durante um período se imaginou ser possível de atingir em Copenhague, é de uma complexidade incrível. Terá que definir, por exemplo, a qual país do globo podem ser lançadas as emissões aéreas de voos sobre o Atlântico. Ou como remunerar quem preserva florestas nativas e quem quer plantar o que quer que seja em lugares já desmatados. Ou ainda qual mecanismo criar para que a transferência de tecnologia dos países ricos aos pobres realmente aconteça e que consiga resolver o nó ancestral de que tecnologias costumam ser propriedade privada e a demanda climática é imensamente pública. Não há nada simples neste negócio. Imaginar que tudo isso seria resolvido num estalar de dedos é ingenuidade ou desconhecimento. Mas, sim, se acreditava que Copenhague resolveria os grandes temas, que é sempre bom repetir: o quanto cortariam os ricos, o quanto desviaram os emergentes de sua curva crescente de emissões, quanto dinheiro se colocaria na mesa para os países mais pobres e mais afetados. Mesmo num cenário ideal, os detalhes ficariam para depois. Copenhague é um processo, mas poderia (ainda pode?), ser também um marco histórico.
Todos os dias há um estudo científico novo descrevendo um horizonte de horrores. O denominador comum de tanta informação é que o aumento do nível do mar, o derretimento da calota polar e o aumento da temperatura observado é, em geral, muito maior do que o previsto pelo IPCC no relatório publicado em 2007 com dados de 2005. "Todos os novos estudos jogam as estimativas para cima", diz o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo e membro do IPCC. "Não conheço nenhum novo trabalho publicado que reveja nossas previsões para baixo." Em outras palavras, tudo está acontecendo de forma mais acelerada e pior do que as previsões. Artaxo prefere um acordo light em Copenhague a nada. Assim, imagina, o grande e ambicioso acordo poderá ser feito em seis meses e revisado em um ano. O risco do atraso em Copenhague é que a luz vermelha se acenda. "Atrasar em seis meses as decisões significa atrasar em seis meses a redução de emissões. E como indicam os últimos estudos estamos caminhando a passos largos para o ponto do colapso", lembra Carlos Rittl, coordenador do programa de mudança climática do WWF-Brasil.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Concentração de gases-estufa no mundo cresceu 6,5% desde Kyoto

ESTOU UM POUCO FRUSTRADO... DOU AULAS HÁ 20 ANOS, E SEMPRE DIGO AOS MEUS ALUNOS QUE OS ACORDOS GLOBAIS SOBRE O CLIMA FARIAM OU FARÃO OS HOMENS PENSAR E DECIDIR PELO BEM DA HUMANIDADE...
ACHO QUE TEREI QUE MUDAR MINHA CONFIANÇA, MEU DISCURSO, E OU ESPERANÇA NOS HOMENS...

TAMBÉM FALO COM ELES, COMO HOJE POR EXEMPLO, QUE DEVEMOS FAZER NOSSA PARTE, EM TODOS OS LUGARES ONDE ESTIVERMOS...

AGORA, LEIA A REPORTAGEM E TIRE SUAS CONCLUSÕES...

MAS, ANTES RESPONDA: ESTÁ FAZENDO SUA PARTE ?

A concentração de gases do efeito estufa na atmosfera continua a crescer, apesar de todos os esforços mundiais e discursos inflamados de líderes políticos para reduzi-la. Em 2008, chegou ao índice mais alto registrado desde o início da era industrial, segundo um relatório divulgado ontem pela Organização Mundial de Meteorologia (WMO, em inglês). Desde 2007, quando foi assinado o Protocolo de Kyoto - tratado internacional para baixar as emissões -, o aumento foi de 6,5%.


A reportagem é de Jamil Chade e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 24-11-2009.
A concentração de dióxido de carbono (CO2), gás que mais contribui para o problema do aquecimento global, chegou a 385,2 ppm (partes por milhão), com potencial para chegar a 390 ppm já no ano que vem. "Faz um milhão de anos que não chegamos a 390 ppm", disse o físico John Barnes, diretor do Observatório de Mauna Loa, no Havaí, um dos que contribuem com informações para a WMO.
Em relação à era pré-industrial (antes de 1750), o aumento foi de 38%. "Temos de pensar o que é que isso vai causar." O limite considerado "seguro" pela maioria dos cientistas, para evitar mudanças climáticas mais catastróficas, é 450 ppm.
O dano é considerado tão grave que, mesmo se o mundo interrompesse todas as emissões de CO2 hoje, em cem anos haveria ainda uma concentração de gases de efeito estufa 30% superior à de 1750. "O aumento é exponencial", afirmou Michel Jarraud, secretário-geral da WMO.
A entidade estrategicamente divulgou sua avaliação às vésperas da cúpula mundial do clima realizada pela ONU, no mês que vem, em Copenhague. E pede que haja um acordo ambicioso até o fim do ano sobre emissões de CO2.
Questionado pelo Estado, Jarraud disse que o Protocolo de Kyoto "não foi suficiente" para impedir um aumento de emissões e da concentração dos gases. "Mas sem Kyoto, sabemos que a situação seria ainda pior." O acordo prevê uma redução de 5% das emissões dos países mais desenvolvidos (industrializados) até 2012, em relação ao que era emitido em 1990 - metas que deverão ser revistas agora, em Copenhague, para o período pós-2010. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), é preciso reduzir as emissões das nações industrializadas entre 25% e 40% até 2020.
A WMO ainda evita falar em fracasso nas negociações de Copenhague, apesar das declarações recentes de alguns países de que não será possível estabelecer metas de redução já nesta conferência. "Não podemos desistir. As emissões de CO2 dobraram em 30 anos. Agora, precisamos de um acordo forte", disse Jarraud. As emissões dos Estados Unidos aumentaram em 3,7%, entre 1997 e 2008. A China mais que dobrou suas emissões nesse período.
Os maiores responsáveis pelo excesso de gases na atmosfera, segundo o IPCC, são as atividades humanas, principalmente em decorrência da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e do desmatamento. Jarraud disse que a preservação de florestas, como a Amazônica, será fundamental no futuro e que o desmatamento na última década colaborou para o aumento da concentração de CO2. "Se queremos controlar a concentração de CO2, a floresta tropical será fundamental. O desmatamento gera emissões e, preservada, a floresta consome o CO2 que estaria na atmosfera."
Os estudos do IPCC apontam para uma alta na temperatura do planeta que poderia variar entre 1,5 grau a 4,5 graus Celsius. "Estamos caminhando para a parcela mais alta desses cenários", alertou Jarraud. "As notícias que estamos dando não são nada boas."
COLETA DE DADOS
Os dados divulgados ontem são resultados da maior coleta já feita sobre a concentração de gases-estufa na atmosfera. A WMO usou número de 200 estações espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil. Além do dióxido de carbono, foram medidos o metano e o óxido nitroso, que são os principais gases envolvidos no aquecimento global.
"Isso era um problema abstrato em 1997, algo que parecia estar só em círculos de cientistas. Agora, o problema está na cara de todo mundo" disse Andrew Weaver, especialista da Universidade de Victoria.
Um dos efeitos mais estudados é o derretimento de geleiras.Desde 2000, a Groenlândia perdeu mais de 1,5 trilhão de toneladas de gelo. A Antártida também perdeu 1 trilhão desde 2002. As inundações em consequência do degelo em uma centena de grandes cidades poderiam causar danos de US$ 28 bilhões, segundo um estudo divulgado ontem pela organização WWF. Isso porque, o aumento do nível dos mares em cidades como Nova York - que poderia chegar a 15 centímetros - provocaria tormentas e furacões.
SAIBA MAIS
A concentração de CO2 na atmosfera, responsável pelo aumento da temperatura no planeta, cresceu 38% em menos de 300 anos
Desde o protocolo de Kyoto, em 1997, o nível de dióxido de carbono na atmosfera subiu 6,5%
De 1997 a 2008, as emissões de gases-estufa por parte dos Estados Unidos cresceram 3,7% e as da China dobraram
A Groenlândia perdeu 1,5 trilhão de toneladas de gelo desde 2000 e a Antártida, 1 trilhão desde 2002

COPENHAGUE E O RISCO DE UMA NOVA GUERRA FRIA !

Uma das autoras do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a professora de Economia e Matemática Estatística da Universidade Columbia, em Nova York, Graciela Chichilnisky considera inviável a posição brasileira de apresentar metas de redução das emissões como forma de pressionar outros países a fazerem o mesmo. "Puxados pela China, os países em desenvolvimento não vão concordar em limitar sem compensações. Essa posição é ratificada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 1992", diz ela, que participou do Protocolo de Kyoto, estruturando o mercado de crédito de carbono.
Por sugestão de Graciela, os 25 países ilhas, os mais afetados pelo aquecimento mundial, apresentarão em Copenhague uma proposta de extensão de Kyoto, que expira em 2012 e é o único acordo global para reduzir as emissões de CO2 na atmosfera.
A entrevista é de Fabiana Cimieri e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 23-11-2009.
Eis a entrevista.

Por que desde Kyoto todas as tentativas de se avançar nas negociações fracassaram?
Esses fracassos nada significam porque nada acontece nas Nações Unidas até a 11ª hora, quando somos obrigados a tomar uma decisão. Toda nação tem um motivo para procrastinar. Ninguém quer reduzir as emissões de carbono por conta própria. Em Copenhague, assistiremos ao confronto entre os dois maiores emissores: EUA e China e, de uma maneira generalizada, entre ricos e pobres. Essa guerra crescente pode provocar uma nova Guerra Fria, e, dessa vez, a arma não será nuclear, mas sim aquecer o planeta até a morte.


Qual é a sua proposta?
Há uma fórmula para cálculo da assistência financeira e técnica no próprio Protocolo de Kyoto, que pode ser atualizada para superar o impasse e criar um consenso entre nações industrializadas e em desenvolvimento. A parte financeira é uma modesta extensão do mercado de carbono. Por exemplo, os EUA poderão ter a "opção" de reduzir as emissões chinesas, enquanto proporcionam uma "compensação" à China. Dessa forma, nenhum dos dois países poderá dizer ter sido humilhado pelo outro. A China pode fixar um preço para essa redução ou então exigir em troca a redução americana, diminuindo a necessidade de troca monetária. A compensação também pode assumir a forma de créditos de exportação para tecnologias que tornem possíveis a redução das emissões.


Como isso pode ser feito?
Uma modesta extensão do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo de Kyoto é a minha segunda proposta. Existem tecnologias que fornecem energia ao mesmo tempo em que reduzem o carbono da atmosfera. São conhecidas como carbono negativo. O custo envolvido é de US$ 100 milhões para 1 milhão de toneladas de CO2 capturados por ano. Um total de US$ 3 trilhões seria suficiente para capturar hoje todo o estoque de emissões. Isso é menos de 5% do PIB do planeta.

SOLUÇÕES PARA A FOME...

AS SOLUÇÕES PARA A FOME SÃO MUITAS... DEPENDEM DE NÓS...
"O grande número de famintos não depende de uma escassa disponibilidade de comida, mas sim da pobreza. Para mais de um bilhão de pessoas, o alimento é um recurso inacessível, porque a sua renda não é suficiente para comprar as 2.500 calorias diárias necessárias. Os governos do mundo, alguns mais, outros menos, contribuíram diretamente para aumentar a inacessibilidade à comida, seja com as políticas agrícolas e comerciais de longo prazo, seja com as políticas financeiras dos últimos anos."Essa é a opinião do sociólogo italiano Luciano Gallino, em artigo para o jornal La Repubblica, 20-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

No mundo, os indivíduos que passam fome superaram o bilhão, quando há apenas dois anos eram 850 milhões. Querendo encontrar um mérito à FAO, que se reuniu em Roma para discutir sobre segurança alimentar, pode-se dizer que, em 2007, ela havia previsto corretamente quando afirmou que, após a crise financeira, mais de 100 milhões de indivíduos alcançariam rapidamente as fileiras daqueles que, a cada manhã, se perguntam se encontrarão alguma coisa para comer antes da noite.

Mas à parte dessa pequena satisfação, a cúpula romana demonstrou como as organizações humanitárias como a FAO são impotentes com relação aos governos do mundo. A eles, os famintos importam pouco: votam raramente e são péssimos consumidores.O grande número de famintos não depende de uma escassa disponibilidade de comida, mas sim da pobreza. Para mais de um bilhão de pessoas, o alimento é um recurso inacessível, porque a sua renda não é suficiente para comprar as 2.500 calorias diárias necessárias. Os governos do mundo, alguns mais, outros menos, contribuíram diretamente para aumentar a inacessibilidade à comida, seja com as políticas agrícolas e comerciais de longo prazo, seja com as políticas financeiras dos últimos anos.

Um passo decisivo nessa direção foi dado há exatos nove anos. Poucos dias antes do Natal de 2000, o presidente Clinton assinava uma lei sobre a Modernização dos Derivados no setor das mercadorias – inclusive os produtos alimentícios. A lei subtraía quase totalmente os produtos financeiros derivados, incluindo os contratos a termo ou futuros, do controle das comissões competentes e abria a porta à proliferação desenfreada dos derivados trocados fora das bolsas. O seu valor nominal superou em 2008 os 700 trilhões de dólares – 12 vezes o PIB do mundo.

No início de 2006, a avalanche dos derivados não regulados abateu-se sobre os produtos alimentícios. Fundos comuns de investimentos, fundos de pensão, fundos de proteção (hedge funds) e outros investidores institucionais em busca de maiores rendimentos investiram centenas de bilhões de dólares em derivados do qual produtos alimentícios dependiam, fazendo crescer o valor desses títulos. Com dois resultados.

O primeiro foi um enorme aumento dos preços internacionais do arroz, do trigo, do milho, da soja entre 2006 e 2008, já que o valor dos derivados serve geralmente como referência para os preços nos mercados alimentares. Depois do pico dos primeiros meses de 2008, os preços dos alimentos básicos diminuíram muito, mas continuam 30-100% mais altos com relação a 2006. Outras apreciáveis reduções são previsíveis para os próximos anos.

Um outro resultado deve ser visto na redistribuição do poder entre os produtores e consumidores de produtos alimentícios e as instituições financeiras. Um relatório do Instituto para a Agricultura e o Comércio norte-americano, de março de 2008, informava que dois dos maiores bancos de negócios, Goldman Sachs e Morgan Stanley, tinham em seu portfólio contratos a termos ou de futuro de um total de 1,5 bilhão de bushel de trigo (o bushel vale cerca de 36 litros ou 27 quilos e é usado frequentemente para medir grãos). Nenhum produtor ou comerciante do mundo teve alguma vez nos seus silos uma quantidade de grãos semelhante.

Portanto, se os governos quisessem verdadeiramente combater a fome do mundo, teriam à disposição um instrumento simples e eficaz. Bastaria vetar a emissão e a circulação fora das bolsas de derivados que têm alimentos básicos como dependentes. É quase certo que, em curto prazo, os preços destes últimos cairiam alguns pontos e da mesma forma milhões de pessoas a mais conseguiriam se alimentar. De fato, para cada ponto percentual a mais ou a menos do preço dos alimentos básicos, alguns milhões de pessoas saem do rank dos famintos, ou nele entra.Com o objetivo de reduzir em 50% o número dos famintos até 2015, disseram os dirigentes da FAO, seriam precisos 44 bilhões de dólares por ano.

Nem o objetivo nem a cifra constituem uma novidade. O primeiro foi enunciado em Roma em 1996 na Cúpula Alimentar Mundial promovido pela própria FAO. No ano 2000, ele se tornou parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, lançados com grande pompa pelas Nações Unidas e assinado por 190 países. Em 2003, a FAO ainda propôs um Programa Antifome que ia na mesma direção. Chegando em 2009, é quase evidente que será impossível reduzir pela metade os famintos até 2015 em amplas regiões do planeta, que compreendem a África subsaariana, a Ásia meridional, a América Latina e o Caribe, mais a parte asiática da Federação Russa.O problema, naturalmente, é o dinheiro.

Dez mais, dez menos, a quantia de 44 bilhões por ano circula também pelo menos há uma década. Os países mais desenvolvidos é que deveriam fornecê-los. Nas cúpulas anteriores, eles fingiram não ouvir, ou formularam promessas que não se imaginava que iriam manter. Durante a última cúpula romana, eles finalmente esclareceram: não irão investir nenhum dólar. Existem outras prioridades. E aqui, admitindo que a palavra ainda conserva seu significado de comportamento que causa indignação, estamos verdadeiramente em um escândalo. Porque 44 bilhões representam apenas 0,36%, ou seja, um terço de um ponto percentual da soma que os governos dos EUA, da União Europeia, do Japão e de alguns outros investiram em menos de dois anos para salvar suas instituições financeiras da falência.Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional que remontam a agosto passado, e portanto deverão ser quase certamente revistas com o aumento, os países do G20 já gastaram ou se comprometeram a gastar até 2011 cerca de 12 trilhões de dólares para enfrentar os gastos da crise financeira.

A quantia compreende injeções diretas no capital dos bancos e de sociedades industriais, aquisição de títulos invendáveis no mercado, proteções à liquidez e garantias ao débito. Não se trata só de dinheiro dos contribuintes.

Em boa parte, trata-se também de dinheiro criado do nada pelos bancos centrais. As razões alegadas para salvar as instituições financeiras são múltiplas e (quase) todas fundadas. Mas o fato de que um sistema econômicos que encontra ou cria em menos de dois anos 12 trilhões de dólares para suas próprias finanças, para afirmar depois na cúpula de Roma que não dispõe de 1/272 dessa soma por ano para proteger um bilhão de pessoas da fome, leva a pensar que, em alguma parte, isso tem alguma coisa profundamente errada.

domingo, 22 de novembro de 2009

ONU: CONTROLE DE NATALIDADE : COMBATE O AQUECIMENTO !?

SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE... SÃO ELES, OS POBRES OS CULPADOS...
ISSO JÁ ESTÁ BEIRANDO O RIDÍCULO...
MAS É ASSIM...
AINDA TEMOS DE REPRODUZIR ISSO...
ATÉ QUANDO ACEITAREMOS SER OS POBRES... OU AQUELES QUE NADA TEM, OS RESPONSÁVEIS PELOS MALES DA TERRA ?
LEIA E PENSE NISSO....

O combate ao aquecimento global poderia ser ajudado se o crescimento populacional fosse contido com o auxílio de medidas como a distribuição gratuita de preservativos e mais aconselhamento sobre planejamento familiar, recomendou nesta quarta-feira, 18, o Fundo Populacional das Nações Unidas.
A notícia é do portal do jornal O Estado de S. Paulo,18-11-2009.
A agência da ONU não chega a recomendar aos países que estabeleçam limites ao número de filhos por casal, mas observa que "mulheres com acesso a serviços de saúde reprodutiva têm menor taxa de natalidade, o que contribui para reduzir o ritmo do crescimento dos gases causadores do efeito estufa".
Calcula-se que o mundo possua atualmente 6,7 bilhões de habitantes. Estima-se que a população mundial chegará a 9,2 bilhões de pessoas em 2050, com a maior parte do crescimento concentrada nas regiões menos desenvolvidas, segundo um estudo da ONU com data de 2006.
"Com o crescimento da população mundial, da economia e do consumo além da capacidade da Terra de adaptar-se, as mudanças climáticas poderão se tornar mais extremas e catastróficas", diz o relatório divulgado hoje pelo Fundo Populacional da ONU.
A agência admite não haver provas empíricas de que o controle de natalidade conterá as mudanças climáticas. "As conexões entre população e mudanças climáticas são, na maior parte das vezes, complexas e indiretas", admite o documento.
O texto também observa que não há dúvidas de que as mudanças climáticas em andamento foram causadas pela atividade humana, mas os países em desenvolvimento são responsáveis por uma parcela bem menor das emissões de gases causadores do efeito estufa do que as nações desenvolvidas.
Mesmo assim, numa entrevista coletiva concedida em Londres, a diretora-executiva do Fundo Populacional da ONU, Thoraya Ahmed Obaid, disse nesta quarta-feira que o aquecimento global será catastrófico para os habitantes dos países mais pobres, especialmente para as mulheres. "Estamos agora em um ponto no qual a humanidade encontra-se à beira de um desastre", advertiu.
Caroline Boin, uma analista ouvida pela Associated Press, qualificou o pronunciamento como alarmista. "É necessário um grande exercício imaginativo para acreditar que a distribuição gratuita de camisinhas ajudará a combater o aquecimento global", disse ela.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), por sua vez, divulgou este mês um boletim no qual dois especialistas advertem para os perigos de se relacionar taxa de fertilidade e mudanças climáticas. "Na melhor das hipóteses, (o tema) causa controvérsia e, no pior caso, autoriza a supressão de direitos individuais", escrevem os pesquisadores Diarmid Campbell-Lendrum e Manjula Lusti-Narasimhan.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O APAGÃO, DIAS DEPOIS....

JÁ ESTOU QUASE CONVENCIDO, PELA MÍDIA QUE O GOVERNO ATUAL QUER MESMO NOS DEIXAR NO ESCURO, E QUE MINHA TV QUEIMADA DEVE TER RETORNO, COITADA DE TÃO VELHA QUE ERA... ACHO QUE DEVERIA LUTAR POR UMA NOVA....
MÁS É PRECISO ESCLARECER O QUE ANDAM DIZENDO POR AÍ, QUE ME CHEIRA 2010, ELEIÇÕES... ENTENDE???

“É preciso esclarecer que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população”. A opinião é de Luiz Pinguelli Rosa, físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) em artigo no jornal Folha de S.Paulo, 13-11-2009.
Eis o artigo.
Ainda pairam algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro.
É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.
Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente.
Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga. Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora.
Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas. Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas.
É uma hipótese.Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas. Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal.
O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de controle ponto a ponto ao longo das redes.Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave. Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica.
Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ECONOMIAS EMERGENTES SUPERAM A DOS PAÍSES RICOS...

Investimentos estrangeiros atingiram apenas US$ 1 trilhão em 2009. Segundo o The Economist Intelligence Unit, empresa filiada a The Economist, esse valor mostra a queda de mais da metade desde 2007.
Pela primeira vez economias emergentes vão atrair mais da metade dos investimentos mundiais.

O fluxo de investimento para países pobres, especialmente os localizados na Ásia, estão mais receptivos do que países ricos, que sofrem a pior recessão das últimas décadas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Economia mundial. A rota de colisão no Pacífico

A idéia de que a China “salvará” a economia mundial não se justifica afirma o ensaísta Robert Kurz em artigo no sítio Exit, 09-10-2009. Segundo ele, o milagre econômico da China baseava-se no milagre do consumo dos EUA. O prometido século do Pacífico [EUA – China] em contraponto ao eixo Atlântico [EUA – Europa] ainda não aconteceu, diz ele.
Eis o artigo.
Até há poucos anos ainda se falava do “século do Pacífico". O eixo da economia mundial, dizia-se, ter-se-ia deslocado da relação entre os EUA e a Europa, no Atlântico, para a relação entre os EUA e a Ásia (especialmente a China), no Pacífico.
Ao mesmo tempo, sabia-se que o alegado novo eixo era portador de um "desequilíbrio extremo". O Pacífico era uma grande via de exportação de sentido único. Os Estados Unidos, a despeito da queda dos salários reais, absorviam unilateralmente o excedente das mercadorias da Ásia. Este milagre do consumo da classe média, que respondia por 80 por cento da conjuntura econômica dos EUA, era alimentado em grande parte pelos rendimentos fictícios da bolha das ações e ultimamente sobretudo da bolha imobiliária.
Esta estrutura de déficit do Pacífico era o motor da economia mundial. Porém, desde o Outono de 2008 que o motor vem falhando e parará nos próximos meses. As exportações da Ásia para os Estados Unidos já caíram. No entanto, não deve estar tudo assim tão mal. O Fundo Monetário Internacional já prevê novamente para 2010 uma recuperação da economia mundial.
De que expectativas se alimenta este otimismo profissional? A economia dos E.U.A., diz-se, teria batido no fundo, tal como a européia. Ora os programas de estímulo à economia por todo o mundo, que agora chegam ao fim e já sobrecarregam os orçamentos de Estado, é que foram responsáveis pela absorção do choque da queda.
Os bônus de descontos de automóveis na Alemanha e nos EUA esgotaram-se. O desemprego nos EUA quase duplicou, ultrapassando os 10%, e continua a subir. A onda de falências acaba de ter início entre as empresas de fornecimentos e de serviços. Não está à vista qualquer injeção suplementar de poder de compra a partir das bolhas financeiras. Pelo contrário, entretanto são os sistemas de cartões de crédito que tremem. Não há qualquer razão para que a conjuntura econômica dos EUA, a mais dependente do consumo de todos os países do mundo, volte a subir rapidamente. Em qualquer caso, depois da queda, mesmo com taxas de crescimento de dois ou três por cento, levaria cinco a dez anos para voltar ao nível anterior da conjuntura de déficit.
Mas, se o milagre do consumo dos EUA não pode ser reativado, também a exportação de sentido único através do Pacífico não pode ser salva. A tênue esperança de que a China possa assumir o papel dos Estados Unidos, numa inversão de posições da conjuntura de déficit recente, é totalmente ilusória. O milagre da exportação chinesa baseava-se no milagre do consumo dos EUA. Apesar da massa da sua população, o mercado interno chinês é muito pequeno para conseguir absorver o excedente das mercadorias do mundo.
A receita do suposto sucesso: uma combinação de baixos salários e componentes importados de alta tecnologia para a exportação de sentido único, em grande parte por meio de investimentos de empresas americanas, japonesas e européias nas zonas econômicas especiais: não pode ser substituída por um consumo interno chinês suficientemente grande; muito menos no curto prazo.
Após a forte queda nas exportações para os Estados Unidos, a China salvou o seu crescimento temporariamente com o maior programa de apoio à conjuntura econômica interna de todo o mundo. Mas a parte do leão consiste em investimentos infra-estruturais financiados a crédito, todos eles voltados para novas exportações. É previsível que só restem ruínas destes investimentos, seguindo-se o estouro da bolha do crédito chinesa.
Enquanto ambos os lados do Pacífico sonha em ser de algum modo resgatado pelo outro lado, vai-se desenvolvendo uma rota de colisão na anterior via da exportação de sentido único. A Europa dificilmente será um terceiro que fique a rir, porque ela própria está dependente da renovação da conjuntura econômica de déficit global.

domingo, 11 de outubro de 2009

O BRASIL NO MUNDO ATUAL....

O BRASIL CONQUISTA ESPAÇO NO MUNDO... AFINAL NÓS SOMOS IMPORTANTES...
ELE É O CARA QUE ESTÁ FAZENDO ISSO...


O MUNDO SE CURVA DIANTE DELE....



ELE É O CARA....

TEM GENTE POR AÍ... COM TÍTULOS E MAIS TÍTULOS... MORRENDO DE CIÚMES...
AINDA ACREDITO, QUE ELE É O CARA...
TODOS DIZEM ISSO...
COMO EU VOU FICAR FALANDO O CONTRÁRIO ?

SOU REALISTA.... LULA É O CARA !
Com alguns erros, a verdade é que Lula deu ao Brasil projeção na política internacional que o país jamais tivera", assevera Jânio de Freitas, jornalista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 04-10-2009.
Eis o artigo.
Achar que o Brasil "conquistou cidadania no mundo" porque sediará uma Olimpíada daqui a sete anos não é só uma elaboração mental estapafúrdia, que por si não causaria espanto, é uma demonstração de que Lula não tem noção do que seu governo faz, nem do seu próprio fazer na Presidência.
Com alguns erros menores e inevitáveis, porque na ação política a linha reta é quase inexistente, a verdade é que o governo Lula deu ao Brasil uma projeção na política internacional que o país jamais tivera. Nem a participação da FEB e de um bravo grupo de aviação de caça é lembrada nas histórias da Segunda Guerra, nem ao chegar à dimensão de oitava economia mundial o Brasil se tornara mais considerado nas formulações internacionais.
Auxiliado pelo equívoco dos países desenvolvidos que o supõem um operário autêntico e reformador do Brasil, fantasia da embasbacada imprensa europeia e norte-americana, Lula teve o mérito de operar uma confusa identificação do seu exacerbado personalismo com o país. E estendeu de um ao outro atenções e benevolências que abriram portas e presença em centros de decisão.
Dá uma ideia dessa fusão inovadora, e do seu processo, a comparação com o personalismo de Fernando Henrique, não menos exacerbado, mas que confinou seus objetivos aos limites pessoais dos títulos, condecorações e outras projeções individuais.
A ação externa do governo Lula é parte de um contraste agudo. Lula produz nas relações internacionais um passo primordial e extenso de descolonização do Brasil. No plano interno, porém, a política econômica e suas projeções sociais preservam o colonialismo ante essa espécie de metrópole mundial que são os capitais internacionais combinados, com suas ramificações internas completando o sistema colonizante.
Ainda estamos por saber se tal contraste é uma contradição, decorrente do conservadorismo de Lula, ou se é como um habeas corpus - provavelmente parte das propostas de José Dirceu no planejamento do governo Lula - para tornar aceita a política externa e, em especial, sua realçada face latino-americana.
Sob críticas internas muito azedas, capazes de ver no erro de uma indicação para a Unesco uma condenação de toda a política externa, é no entanto inegável que o Brasil chegou a uma expressão internacional que não depende da safra de soja e dos êxitos da Vale. E não foi a concessão da Olimpíada que lhe trouxe a nova condição. Lula, pelo visto, não sabe, mas foi o contrário, a "cidadania no mundo" já conquistada é que levou o Brasil a obter a Olimpíada. Com a ajuda, isso Lula sabe, de caríssimo marketing e outros recursos menos citáveis.

Velho problema: Brasil é o 7º país com maior desigualdade no mundo

LEIA E PENSE... O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O BRASIL ?
VEJA A IMAGEM ACIMA, E AS DUAS NOTÍCIAS ABAIXO....

Dos 182 países avaliados no Índice de Desenvolvimento Humano, apenas seis têm mais desigualdade do que o Brasil, que ficou na 75ª posição do ranking.
Os 10% mais ricos no Brasil têm uma renda 40,6 vezes maior que os 10% mais pobres. Nem mesmo Níger e Serra Leoa — que foram os últimos no ranking do IDH — apresentam um quadro tão discrepante.
No quesito desigualdade, à frente do Brasil aparecem apenas Namíbia, na primeira colocação, seguida por Bolívia, Comores, Colômbia, Haiti e Panamá.
A mortalidade infantil é um fator que ainda preocupa no Brasil. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o país apresenta índices africanos de mortalidade infantil entre as famílias 20% mais pobres.

Impulsionado mais uma vez pelo aumento na renda, o Brasil registrou uma melhora em seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas permaneceu estável no ranking de nações elaborado anualmente pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), na 75ª posição.
A reportagem é de Antônio Gois e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-10-2009.
O IDH varia de 0 a 1 e tenta medir o desenvolvimento humano dos 182 países comparados a partir de três dimensões: saúde, educação e PIB per capita. De 2006 para 2007 (os relatórios sempre se referem a dois anos antes), o IDH brasileiro variou de 0,808 para 0,813. Um valor acima de 0,800 é considerado nível de alto desenvolvimento humano.
Neste ano, o tema principal do relatório foi migração. Para facilitar as análises sobre este tópico, pela primeira vez, o Pnud separou nações com IDH acima de 0,900 num grupo considerado de muito alto desenvolvimento humano.
Fazem parte desta elite, que concentra a maioria dos imigrantes, 38 países, liderados por Noruega (0,971), Austrália (0,970) e Islândia (0,969).
Na base do ranking encontram-se Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365). O Pnud destaca que uma criança que nascer hoje em Níger terá expectativa de viver apenas até os 51 anos, enquanto uma norueguesa deverá chegar aos 81.
"Muitos países testemunharam retrocessos nas últimas décadas devido às retrações econômicas, crises induzidas por conflitos e epidemias de HIV", afirma a principal autora do relatório deste ano, Jeni Klugman.Como os dados divulgados no relatório deste ano vão somente até 2007, ainda não é possível mensurar o impacto da crise econômica mundial, iniciada no fim do ano passado.
Alison Kennedy, chefe da equipe de estatística do IDH, no entanto, diz esperar que os efeitos não sejam tão grandes: "O PIB per capita de muitos países pode ter sido bastante afetado, mas os indicadores de saúde e educação não reagem tão rapidamente a crises, o que poderá fazer com que a oscilação não seja tão significativa."
Brasil

Os indicadores brasileiros no IDH serão detalhados hoje pelo escritório do Pnud no país, mas, na comparação com o relatório de 2008, é possível verificar que o avanço se deu principalmente por causa do PIB per capita.
Educação e saúde também melhoraram, mas em ritmo menor, já que o analfabetismo adulto tem caído pouco no país e a expectativa de vida ao nascer (único componente do índice de saúde) não costuma sofrer oscilações bruscas de um ano para o outro.
Além do próprio IDH, o Relatório de Desenvolvimento Humano permite comparar outros indicadores.É possível destacar, por exemplo, que apesar de ter registrado queda na desigualdade desde o início da década, o Brasil ainda permanece no grupo de dez países mais desiguais do relatório, atrás apenas de Namíbia, Ilhas Comores, Botsuana, Haiti, Angola, Colômbia, Bolívia, África do Sul e Honduras. No Brasil, os 10% mais ricos detêm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres, apenas 1%.
Na Noruega, país que lidera o ranking, os 10% mais ricos concentram 23% da riqueza, enquanto os 10% mais pobres respondem por 4%.
Outro indicador em que o Brasil destoa dos líderes é o investimento público em educação e saúde. Noruega, Austrália e Islândia investem, respectivamente, 35%, 31% e 36% de seu gasto público nessas áreas.
No Brasil, a proporção é de apenas 22%. O maior desnível acontece na saúde, setor em que o Brasil investe 7% dos gastos, menos da metade do que Noruega (18%), Austrália (17%) e Islândia (18%).